segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Letras em conflito

Letras em conflito – Tribuna do Planalto Thaís Lôbo

Você se lembra de ter recebido uma carta de um amigo nos últimos seis meses? Talvez um bilhete ou uma longa missiva de amor? Não?! Calma, não se desespere, não há problema algum com você! Nesses tempos de alta tecnologia, dos tablets e smarthphones, o normal é receber e-mails, torpedos e mensagens de redes sociais. E, como era de se esperar, toda essa inovação foi parar nas escolas. Não é de hoje que jovens levam notebooks para sala de aula, usam os celulares para fazer vídeos e até abusam do famoso "Crtl C" "Crtl V"(copiar e colar) para fazer os trabalhos escolares. Mas, o que antes acrescentava, agora ameaça eliminar uma cultura milenar: a letra cursiva. Isso porque em 46 estados dos Estados Unidos o ensino da letra cursiva será opcional no momento, e tem a previsão de ser banido definitivamente nos próximos anos. A iniciativa é do Common Core Stated Standards Initiativa (Iniciativa para um Padrão Comum de Currículo), grupo que é responsável pela padronização do ensino básico no país. A justificativa do grupo é que as crianças de hoje praticamente não precisam mais escrever à mão, tornando essa forma de escrita ultrapassada. Para eles, o melhor é se concentrar no aprendizado das letras de forma e na digitação. A medida não é obrigatória. As escolas ainda podem ensinar a letra cursiva, caso achem necessário. Mas a recomendação do grupo é que elas deixem de oferecer tal aprendizado.
Polêmica
publicitários," ressalta Regina. Para a pedagoga e autora do livro "Letramento Digital", Débora Duran, o foco da questão não é o tipo de letra, mas a escrita. "Abolir a letra cursiva significa assumir que ela é dispensável ou desnecessária num certo contexto. Isso não compromete a aprendizagem da leitura e da escrita, mas pode comprometer a vida do aluno, se pensarmos na perspectiva do letramento, das práticas sociais de uso da escrita," afirma a pedagoga.
Como o que acontece nos Estados Unidos reflete no mundo inteiro e gera tendências, a medida acabou virando polêmica. Por aqui, a notícia não foi muito bem recebida pelos professores. Para eles, a letra cursiva ainda é necessária. "Ela faz parte da história e da cultura do homem. A letra cursiva é necessária porque caracteriza a nossa escrita à mão", defende Cinthia Rocha, professora de alfabetização da Escola Municipal Isabel Espiridião Jorge. Posição semelhante é a da também professora de alfabetização da Escola Municipal Isabel Espiridião Jorge, Regina de Oliveira. "A letra cursiva faz parte da nossa cultura tanto como a letra de imprensa", alerta ela. Atualmente, não há mais aquela cobrança pela estética da letra cursiva. Se antes os alunos ficavam horas treinando a beleza de sua caligrafia, hoje os professores cobram é o traço correto. "Eu acredito que as duas letras poderiam caminhar juntas, mesmo porque você vai encontrar a letra cursiva em outros suportes, como assinaturas e também em textos e anúncios
In Loco
Segundo Regina, as crianças crescem vendo os adultos assinando e escrevendo coisas em letra cursiva, logo a curiosidade nasce e elas querem aprender esse formato. Poucas possuem resistência, mas, de acordo com ela, é por conta da dificuldade motora que a letra cursiva traz. Regina conta que não aplica aos seus alunos o famoso caderno de caligrafia, pois ela acredita que cada um tem seu próprio traço. A professora explica que hoje é ensinada, primeiramente, a letra de forma por conta da facilidade e da familiaridade que a criança tem, pois ela tem contato com esse formato através de livros, revistas, embalagens, etc. Só depois é introduzida a cursiva. "A cursiva requer maior domínio da coordenação motora por conta do traçado da letra que é contínuo e você não tira o lápis do papel para escrever. Já a letra de imprensa a todo o momento você tira o lápis do papel e os traços são mais retos, por isso é uma letra mais fácil", argumenta a professora. Na turma "C" de alfabetização (correspondente ao 3º ano do Ensino Fundamental) da Escola Municipal Isabel Espiridião Jorge, por exemplo, as crianças foram unânimes ao afirmar que preferem a letra cursiva à de forma. "Eu gosto mais dela porque eu gosto de escrever mais junto e porque fica mais bonita", afirma a pequena Ana Beatriz Rodrigues de Figueiredo, 8 anos. Já Felipe Matheus Gouveia Pio, 8, também prefere a letra cursiva porque a considera mais bonita, mas é sincero ao afirmar que prefere digitar a escrever. "É porque não cansa a mão," brinca.
Letra Cursiva
É a famosa "escrita à mão", "letra de mão". Originalmente é feita pelo próprio punho, mas hoje existem centenas de fontes tipográficas que a reproduzem no computador e daí para os livros, revistas e peças publicitárias. Nesse formato, as letras são ligadas umas às outras, exigindo um único traço para se formar uma palavra inteira. Elas exigem maior coordenação motora e desenvolvimento da leitura. É considerada uma escrita mais rápida e bonita.
Letra de Forma
Nesse formato, as letras são soltas e os traços são retilíneos, fazendo com que sejam necessários vários traços para se formar uma palavra. Além disso, esse tipo de letra diminui o esforço motor, por isso ela é ensinada primeiramente nas escolas brasileiras. É famosa pela facilidade da escrita e legibilidade.
Também conhecida como "letra bastão" e "letra de imprensa". A letra de forma é originalmente tipográfica, mas hoje a reproduzimos também pelo nosso próprio punho.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Educação básica será desafio de Mercadante – Valor Econômico
Por Luciano Máximo e Cristiane Agostine | De São Paulo

Atual ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, deve assumir o comando do
A lista de necessidades na Pasta é extensa: melhoria da gestão do Exame Nacional do Ensino Médio (
Além disso, o nome de Mercadante é usualmente associado à aceleração das políticas de aplicação da tecnologia no ensino, com distribuição de laptops e tablets para alunos e professores. "Isso com certeza deve ser uma marca positiva de sua gestão", afirma Cleuza Repulho, presidente da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e titular do ensino em São Bernardo do Campo. "É uma expectativa geral, mas não acho que ele tenha o pensamento simplista de achar que o computador vai resolver o problema da educação brasileira", complementa Priscila Cruz, diretora executiva do movimento Todos pela Educação.
Embora os desafios elencados sejam encarados no longo prazo, a questão salarial dos professores é uma "bomba-relógio que precisa ser desarmada já", afirma Roberto Franklin Leão, presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores na Educação (CNTE). "O não cumprimento da lei do piso, aprovada em 2008, ainda gera muita tensão. Foram 17 greves nas redes estaduais e dezenas nos sistemas municipais em 2011. É uma pressão com o qual o novo ministro vai ter que lidar já. O
Outro desafio de primeira hora é melhorar a gestão do
Para Denis Carvalho, diretor executivo da Fundação Lemann, o
Estados e municípios. Proporcionalmente, a atenção do
Com passagens por governos tucanos nos planos federal e estadual de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro analisa que os principais desafios do sucessor de Haddad estão relacionados ao ensino básico. Para ela, apesar de os Estados e municípios serem os responsáveis pelos ensinos infantil, fundamental e médio, os problema só serão minimizados com a ação do
"O grande desafio será melhorar a educação básica, que é predominantemente pública: 88% dos alunos estão em escola pública", afirma a ex-secretária. Maria Helena considera que o ensino médio "está muito mal". "Pouco adianta investir no ensino superior enquanto não enfrentar os problemas de formação e carreira do ensino médio", diz.
A nomeação de Mercadante para o
À frente do
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC) ainda neste mês com o desafio de priorizar a educação básica brasileira, que atende a mais de 50 milhões de crianças e jovens e soma 2 milhões de professores da educação infantil ao ensino médio. Essa é a principal expectativa e cobrança de dirigentes, trabalhadores e especialistas do setor ouvidos pelo Valor. ENEM), que apresentou problemas nas últimas três edições; esforço efetivo do MEC para que Estados e municípios cumpram a Lei Nacional do Piso Salarial dos Professores, que motivou 17 greves em redes estaduais em 2011 e novas políticas de formação inicial de docentes, com maior influência do ministério na reformulação dos cursos de pedagogia e licenciaturas. Especialistas destacam também o aumento da participação da Pasta no financiamento da educação básica; maior transparência e rapidez na divulgação dos resultados das avaliações educacionais. Outro desafio do novo ministro será fazer deslanchar o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC). MEC precisa se impor mais diante de Estados e municípios para que o piso salarial seja respeitado", diz Leão. Atualmente o piso salarial dos professores da educação básica brasileira está em R$ 1.187. A CNTE defende R$ 1.932. ENEM. As falhas recentes na prova são consideradas naturais pelo atual ministro, FERNANDO HADDAD, que considera o exame consolidado dada a adesão de cada vez mais universidades para utilizá-lo como seleção de ingresso. "Mas o ENEM continuará tendo problemas se continuar com vários objetivos: de ser uma prova de ingresso para o ensino superior e de avaliação da rede e dos alunos do ensino médio. É preciso escolher um caminho", opina Priscila Cruz, do Todos pela Educação. Ela acrescenta: "Mas a primeira medida em relação ao ENEM deve ser a ampliação do número de edições por ano, só assim para melhorar a logística do exame, é o que se vê em outros países." MEC deveria ampliar seu orçamento destinado à educação básica, tirando o foco do ensino superior, que recebeu mais de 30% dos recursos do ministério no ano passado - uma quantia que supera os R$ 20 bilhões. "Mesmo com o FUNDEB, o grosso do financiamento da educação básica fica nas costas de MEC à educação superior é muito grande. Trata-se de um ciclo que beneficia muito pouca gente", avalia Carvalho. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. "A orientação do governo federal é extremamente importante. O papel do MEC é fundamental", diz Maria Helena, que foi secretária-executiva do MEC no governo de Fernando Henrique Cardoso e secretária estadual de Educação na gestão de José Serra. MEC é tida como certa no governo, mas o ministro ainda é cauteloso ao falar sobre sua provável a mudança de cargo. "Tenho visto todas essas informações na imprensa, mas vamos aguardar a reforma ministerial. E prometo que se isso acontecer - e é possível que aconteça - estarei à disposição e poderemos discutir a Pasta da Educação", afirmou ontem, ao participar do programa de rádio "Bom Dia, Ministro". "Essa coisa só vale depois que estiver no Diário Oficial. Quem indica ministro é a presidenta da República", disse. MEC, Mercadante terá visibilidade política para construir sua eventual candidatura ao governo paulista em 2014. O petista disputou para governador em 2006 e 2010. Dentro do partido, outros dois nomes já são cotados para a disputa estadual: o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. (Colaborou Daniela Martins, de Brasília)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A Educação no Município da Serra
A Educação no Município da Serra e no Brasil poderia estar melhor, se não fosse o descaso de alguns dos nossos representantes a nível Municipal, Estadual e Federal. Neste sentido, podemos citar o PNE, que depois de discutido e votado pela sociedade, sofreu diversas alterações, desrespeitando a voz do povo, principalmente no que se refere ao financiamento da educação, onde na CONAE votamos 10% do PIB na Educação, e no PL 8035/10, foi apresentado 7%.
O Município da Serra possui uma rede ampla, a maior do Estado, e conforme determina LDBEN, LEI 9394/96: Art. 10º. Os Estados incumbir-se-ão de: II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público. Diante do exposto, o Regime de Colaboração, deve ser colocado em prática urgentemente.
Uma Educação de Qualidade não se faz da noite para o dia. È necessário debater os problemas educacionais do município; participar através do CACS FUNDEB, da discussão do orçamento da Educação e, criar programas específicos objetivando reduzir os índices de evasão e reprovação na rede municipal da Serra;


MARCIA SARAIVA PRUDENCIO                                                                                            Coordenadora da ASSOPAES-Núcleo Serra                                                                                                  Conselheira CAE, CMES E CACS FUNDEB        
Tutora do FNDE no Programa Formação Pela Escola     
Coordenadora do Comitê Capixaba da Campanha Nacional pelo Direito á Educação de Qualidade                                                                                                                                                 Vice-coordenadora da União Nacional dos Conselhos M. de Educação/ES